ARX

House in Guia

We started up from an unusual context: a land lot with huge potential where there was a recent house that we’ve decided to take down.  A bleak and dated image, excessively overdone and poorly inserted in the surroundings, dictated that somewhat radical decision.  In fact, any attempt to adapt it or recover it would prove to be an unsuccessful exercise of twisted financial outcome.

It is perhaps trivial to refer that this house’s design looks to address, clearly and accurately, the possibilities and limitations the land lot allows for.  And this is what this project is all about, a first reaction to a confused and confusing previous one. In this process, the house is to be designed as a synthesis of simple and quasi-mathematic gestures, determining the house’s spatial and shape structure.

A rectangular platform is shaped on the northern side of the lot where a clearing amidst the trees opens way to sunlight. A second platform of the same size hovers upon it, but this one is completely gardened, and between them the inhabitable space of the house is shaped.

A set of blade-like-pillars determined the spacing rhythm and its swinging reflects the energy emanating from that inner life.  
A part of this system is subtracted and overlaid as a small upper floor for bedrooms, creating a generous patio below and clarifying the ground floor zoning: bedrooms are set to the east and social areas to the west.

Complementing this speech we came up with the design for a principle of permeability stratification versus closure. Meaning, the light gradients and view systems are shaped by vertical planes, opaque, translucent or transparent, as to respond to the inhabiting family’s need for privacy, openness or social dynamics.

Credits

Owner

Promotor privado

Location

Guia, Cascais, Portugal 

Architecture

ARX PORTUGAL, Arquitectos Lda.
c/ Paulo Rocha e Stefano Riva

José Mateus
Nuno Mateus
Paulo Rocha
Stefano Riva

Structures

Quadrante

Tcehnical Planning

EPPE-Group

Area

650 sqm


Partimos de um contexto invulgar: um terreno de enorme potencial onde existia uma casa recente que se decidiu demolir. Uma imagem datada e sombria, excessivamente elaborada e mal relacionada com a envolvente, ditaram essa decisão algo radical. De facto, qualquer tentativa de a adaptar ou recuperar seria um exercício inglório de resultado financeiro perverso.

Será uma banalidade referir que o desenho desta casa procura responder de forma clara e precisa às condicionantes e possibilidades que o terreno oferece. Mas é disso mesmo que trata este projecto, como primeira reacção a uma pré-existência equivocada e confusa. E, neste processo, a casa é desenhada numa síntese de gestos simples, quase matemáticos, determinantes da estrutura espacial e formal da casa.

Uma plataforma rectangular é configurada no segmento norte do terreno onde uma clareira no arvoredo abre espaço à luz solar. Sobre esta paira uma segunda plataforma, de dimensão igual mas totalmente ajardinada, configurando-se entre ambas o espaço habitável da casa.

Um conjunto de pilares-lâmina determina o ritmo dos espaços, e, a sua oscilação, reflecte a energia que emana desse mundo interior.
Uma parcela deste sistema é subtraída  e sobreposta como um pequeno piso superior de quartos, gerando em baixo um generoso pátio e  clarificando o zoning do piso térreo: a nascente situam-se os quartos e a poente as zonas sociais.

Complementar a este discurso veio a desenhar-se um princípio de estratificação de permeabilidade versus clausura. Ou seja, intensidades lumínicas e sistemas de vistas são modelados por planos verticais opacos, semi-transparentes e transparentes respondendo às necessidades de privacidade, desafogo, ou dinâmica social da família que aqui viverá.