ARX

House in Barrocal

Going up slowly across the valley, we had finally reached what was left of an old house’s ruins. It stood up from afar as a small fortress wisely built on strategic high grounds.

We entered the ruin that, lacking its roof, seemed to us a perfect-sized patio. The surrounding landscape waved softly between hills and waterlines. Down in the valley the village’s church tower stood tall.

The essential in the house would go through this visual relationship with the far-off landmarks. Probably everything else came clear in that first visit, when we also made the decision to buy the land lot.

The house would be the space between the ruin’s walls – which would become a patio – and new walls we would raise around it in a rectangle attached to the rough terrain.

Highlighting its strategic quasi-military character, only the corners open up in variable relationships to the surrounding landscape. Walls rising from the ground hiding a white and bright interior.

On the way back, coming down the hill, the material palette was becoming clear: clay, lime, thick walls, domes and other ancient themes that we had never worked on together would come to shape this earthbound telluric architecture.

Credits

Owner

Promotor privado

Location

Algarve, Portugal

Architecture

ARX PORTUGAL, Arquitectos Lda.
c/ Stefano Riva

José Mateus
Nuno Mateus
Stefano Riva

Structures

Marco Caixa

Technical Instalations

Miguel Luz Marques

Gas/ Water and Sewage/ acoustics systems

António Paiva Fernandes

Area

250 sqm


Partimos de um contexto invulgar: um terreno de enorme potencial onde existia uma casa recente que se decidiu demolir. Uma imagem datada e sombria, excessivamente elaborada e mal relacionada com a envolvente, ditaram essa decisão algo radical. De facto, qualquer tentativa de a adaptar ou recuperar seria um exercício inglório de resultado financeiro perverso.

Será uma banalidade referir que o desenho desta casa procura responder de forma clara e precisa às condicionantes e possibilidades que o terreno oferece. Mas é disso mesmo que trata este projecto, como primeira reacção a uma pré-existência equivocada e confusa. E, neste processo, a casa é desenhada numa síntese de gestos simples, quase matemáticos, determinantes da estrutura espacial e formal da casa.

Uma plataforma rectangular é configurada no segmento norte do terreno onde uma clareira no arvoredo abre espaço à luz solar. Sobre esta paira uma segunda plataforma, de dimensão igual mas totalmente ajardinada, configurando-se entre ambas o espaço habitável da casa.

Um conjunto de pilares-lâmina determina o ritmo dos espaços, e, a sua oscilação, reflecte a energia que emana desse mundo interior.
Uma parcela deste sistema é subtraída  e sobreposta como um pequeno piso superior de quartos, gerando em baixo um generoso pátio e  clarificando o zoning do piso térreo: a nascente situam-se os quartos e a poente as zonas sociais.

Complementar a este discurso veio a desenhar-se um princípio de estratificação de permeabilidade versus clausura. Ou seja, intensidades lumínicas e sistemas de vistas são modelados por planos verticais opacos, semi-transparentes e transparentes respondendo às necessidades de privacidade, desafogo, ou dinâmica social da família que aqui viverá.